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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Chalita e Afif podem ser os novos ministros do Governo Dilma



E finalmente a troca de favores começa a acontecer em 2013 lá pelas bandas do Palácio do Planalto. No blog da Cristina Lobo, fiquei sabendo que a presidente Dilma Rousseff vai cuidar das mudanças na equipe ministerial. Aparentemente não serão grandes reformas, mas apenas alguns reajustes para deixar os aliados mais confortáveis.

Para o cargo de Ministro da Ciência e Tecnologia, a bola da vez ao que me parece é o deputado pseudo-católico Gabriel Chalita (PMDB) que ajudou Fernando Haddad a se eleger prefeito de São Paulo em 2012. O PMDB  e o próprio Chalita estavam de olho no Ministério da Educação, mas a pasta é comandada por Aloizio Mercadante  (o queridinho do PT) que dificilmente será removido do cargo. Mas como diz o ditado popular: É melhor um pássaro na mão do que dois voando!

A outra mudança, segundo a jornalista Cristina Lobo é a da criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa. Para esta pasta, o nome indicado é de Afif Domingos (lembram-se dele? Dois patinhos na lagoa, vote Afif vinte e dois) hoje vice-governador de São Paulo. Afif é um dos primeiros a apoiar d criação do PSD, partido de Gilberto Kassab. O PSD ainda quer outros cargos politicamente mais fortes, como a Secretaria de Aviação Civil. Mas não há indícios da presidente de fazer troca por lá neste momento.

Como vemos, politicagem continua rolando solta pelas bandas de Brasília. O PT ainda a procura de apoio, faz como se estivesse no programa do Faustão e se vira nos 30 para continuar prestigiado.

O que é Democracia Direta?


Quando falamos de democracia direta estamos nos referindo a um sistema onde os cidadãos decidem diretamente cada assunto por votação.

Este tipo de democracia direta tornou-se cada vez mais difícil, porque os cidadãos em geral não tem tempo disponível para votar em cada assunto pertinente a nossa sociedade, haja vista que o cidadão tem outras obrigações. Em Atenas berço da democracia, este tipo de democracia hipoteticamente existiu, talvez em razão do cidadão ateniense ter vários escravos que ao fazer o trabalho pesado do dia a dia, dava ao mesmo a oportunidade de passar boa parte do seu tempo votando leis para a melhoria da sociedade.

Mas na realidade é questionável se já houve algum dia uma democracia puramente direta de qualquer tamanho considerável. Na prática, sociedades de qualquer complexidade sempre precisam de uma especialização de tarefas, inclusive das administrativas; e, portanto uma democracia direta precisa de oficiais eleitos. 

Contemporaneamente o regime que mais se aproxima dos ideais de uma democracia direta é a democracia semidireta da Suíça. Uma democracia semidireta é um regime de democracia em que existe a combinação de representação política com formas de Democracia direta (Benevides, 1991, p. 129).

A Democracia semidireta, conforme Bobbio (1987, p. 459), é uma forma de democracia que possibilita um sistema mais bem-sucedido de democracia frente as democracias Representativa e Direta, ao permitir um equilíbrio operacional entre a representação política e a soberania popular direta. A prática desta ação equilibrante da democracia semidireta, segundo Bonavides (2003, p. 275), limita a “alienação política da vontade popular”, onde “a soberania está com o povo, e o governo, mediante o qual essa soberania se comunica ou exerce, pertence ao elemento popular nas matérias mais importantes da vida pública”.
  1. WOLF LINDER, SCHWEIZERISCHE DEMOKRATIE: INSTITUTIONEN, PROZESSE, PERSPEKTIVEN 256-64 (2nd edition, 2005
  2. BOBBIO, Norberto. 'Estado, governo, sociedade'. São Paulo : Paz e Terra, 1987, p. 459
  3. BONAVIDES, Paulo. 'Ciência política.' 10. ed. São Paulo : Malheiros, 2003, p. 275

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Democracia: Você sabe o que é isto?


"Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado." (Albert Einstein)

Vivemos em um país que se diz democrático e muitos brasileiros se orgulham disso, apesar de não saberem o que isso significa.

Democracia ("demo+kratos") é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.

As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia direta (algumas vezes chamada "democracia pura"), quando o povo expressa a sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indireta"), quando o povo expressa sua vontade por meio da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

A história da democracia inicia-se na Atenas clássica onde todos os cidadãos livres possuem o direito de participar dos processos políticos e de debater ou decidir políticas igualmente. O termo democracia é de origem grega (δημοκρατία, dēmokratía) e quer dizer "poder do povo". Na Grécia antiga, o termo foi muitas vezes empregado de forma depreciativa, uma vez que a maior parte dos intelectuais gregos, entre eles Platão e Aristóteles, era contrária a um governo de iniciativa popular.

Penso que seja importante formular estes conceitos aqui no blog para que o leitor possa entender a importância da sua participação ativa no processo político do país. Infelizmente vemos muitos cidadãos agindo na ignorância elegendo representantes que não irão defender aquilo que ele acha importante para a sociedade em que vive.

Tomando como exemplo a questão do aborto, se um cidadão é a favor da descriminalização do mesmo, ele não poderia colocar no poder alguém que fosse contra, e vice-versa. É importante pensar em quem vai te representar e, além disso, é essencial dentro do processo democrático do país, que haja uma forma do cidadão se comunicar com seu representante, para cobrar dele o posicionamento a respeito daquilo que ele anunciou em sua campanha política.

No próximo post continuaremos a falar disso: democracia. Até lá!

Não seja um analfabeto político!


“O pior analfabeto é o analfabeto político. Não lê, não ouve e nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que o custo de vida, o preço dos alimentos, do aluguel, do sapato dependem das decisões políticas” (Bertold Bretch)

Quando começa uma campanha eleitoral, a maioria da população já se prepara para mais uma disputa entre os principais candidatos e para as “alfinetadas” dos candidatos menores que desejam ganhar alguns votos dos grandes com sua língua afiada e seus discursos ácidos. E ai o cidadão começa a se perguntar: Mas de que lado eu irei ficar?

E se durante a eleição vemos uma crescente invasão de cartazes, santinhos e faixas em nossas ruas, também ouvimos frases dizendo que a política é suja, corrupta e nojenta. É normal vermos pessoas dizendo que vão anular seus votos e por ai vai. E não é fácil convencer um cidadão que pensa assim que a política é de fato uma coisa importante, afinal de contas é a nossa participação que pode dar um novo rumo s políticas públicas do nosso país.

Alguém disse certa vez que a prostituta, o menor abandonado, o político corrupto, o traficante e todos estes males sociais são frutos da ignorância política e da omissão de muitos cidadãos que jogam seu voto no lixo, achando que este tipo de protesto vai mudar o cenário em que vivemos.

Sei que os primeiros textos deste blog em sua maioria batem na mesma tecla e não quero tornar este espaço cansativo, mas é preciso reacender nos corações dos homens o desejo de pensar política de forma diferente.

A política precisa começar a acontecer na sua rua, que é um espaço democrático, onde várias pessoas de diferentes pontos de vista residem. Precisa passar pelo seu bairro, para que sejam cobradas as políticas públicas como transporte, limpeza, parques e centros de lazer para a comunidade. A participação dos moradores em associações e movimentos é essencial.

Quanto mais participamos dos pequenos movimentos que acontecem ao nosso redor, mais rápido sairemos deste analfabetismo político que nos cerca. Só assim conseguiremos construir um Brasil melhor!

Lula é eleito por internautas o político mais corrupto de 2012



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi escolhido neste domingo como o político mais corrupto de 2012 em uma enquete online realizada no Facebook. Lula recebeu 65,69% dos votos, totalizando 14.547 pessoas. O Troféu Algemas de Ouro - promovido pelo Movimento 31 de Julho, um grupo anticorrupção - chegou este ano à sua segunda edição propondo uma lista de 10 candidatos. A edição anterior foi vencida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Em segundo lugar na enquete, com 21,82% dos votos, ficou o senador cassado Demóstenes Torres (sem partido-GO), envolvido no esquema criminoso chefiado pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O terceiro colocado foi o o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), com 4,55% dos votos.

Completam a lista o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) - incluído "pelo conjunto da obra" e por ser fugitivo da Interpol, segundo o movimento -; o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), apontado como um dos operadores do chamado mensalão tucano, em Minas Gerais; a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra; o senador Jader Barbalho (PMDB-PA); o empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta, empresa envolvida no escândalo de Cachoeira; o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT).

Burro velho não ganha andadura


Texto do Cadú (Blog Dominus Vobiscum)

Penso que o grande problema da política atual não está apenas nos políticos que estão no poder, ou nos políticos corruptos e sujos que vemos por ai. A maior complicação de tudo isso está na formação de cidadãos críticos. Infelizmente as escolas ainda não encontraram uma forma de motivar o jovem e o adolescente a se interessarem por política sem se contaminar com a sujeira que está ai.

Eu sou fruto da geração pós-ditadura e ainda peguei o tempo do ensino de OSPB e Moral e Cívica nas escolas. Ainda que digam que aquelas matérias eram mantidas para fortalecer a formação da ditadura, depois que elas foram abolidas da grade curricular, podemos afirmar sem medo que não houve nenhuma preocupação por parte do governo para inserir a política na vida estudantil. Antes de ais nada, quero salientar que não sou simpatizante da ditadura, muito pelo contrário, mas há de se convir que se você defende a formação de novos cidadãos, é na escola que precisamos investir.

É fato que os políticos corruptos são fruto de um povo ignorante politicamente e eles não estão preocupados em fazer do cidadão um ser crítico que pensa sobre o seu futuro e sobre o futuro da nação.

É bem verdade que em 2008 o MEC incluiu o ensino de filosofia na grade curricular do ensino médio e abriu uma porta para que o aluno possa aprender algo mais “humanista”, porém esta formação ainda está aquém da necessidade atual.

O cidadão politicamente pensante e livre é o maior passo que a nação pode dar na construção de uma política realmente eficaz. Hoje quem luta por um país melhor precisa pensar na base, na formação daqueles que estão chegando, porque para se derrubar velhos hábitos é preciso formar as pessoas que hão de vir com hábitos diferentes. Como diz o ditado: “burro velho não ganha andadura”.

O brasileiro e a política


"O homem é um animal político" (Aristóteles)

A cada dois anos o Brasil vai às urnas. O dia da eleição é chamado de “A festa da democracia”.  E se votar é de fato tão importante, é possível que algumas pessoas acreditem que o brasileiro tem melhorado a sua participação de uma forma geral na vida política do nosso país. Porém este pensamento é um pouco equivocado, por que a participação política do cidadão não se reduz meramente ao voto, às campanhas políticas e o dia das eleições.

Os meios de comunicação social têm mostrado dia após dia, constantes casos de corrupção envolvendo políticos, que tem gerado um grande desencanto da população pela política e pelos políticos. Como se não bastasse este desconforto, as campanhas políticas agora exibidas na TV e no rádio expõem os candidatos como se fossem grandes celebridades midiáticas, ou “arroz de festa” como os BBBs da vida...

O fato é que gostando ou não de política e estando ou não desencantados com ela, somos obrigados a conviver com todo este circo e é justamente através dele que podemos mudar o cenário no qual nos encontramos. A grande questão é: Como isso pode ser feito? 

Uma coisa é certa: Omissão é também um ato político. Não fazer nada é concordar com tudo que está ai. Portanto é preciso repensar nossas atitudes com relação a isso e encontrar uma nova maneira de fazer política. Mas será que é possível?

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